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Helena Sacadura Cabral

Helena Sacadura Cabral

DEPOIS DA DOR, A ALEGRIA!

A dor parece interminável quando estamos no meio dela. Ela pesa, cansa, silencia. Nos momentos mais difíceis, a esperança parece distante, e os dias, intermináveis. Mas a dor - embora profunda - é também uma passagem.

Depois da dor, vem o alívio.
Depois do luto, vem a memória viva.
Depois da queda, vem o recomeço.
Depois do choro, vem o sorriso tímido que se transforma em riso pleno.

A alegria que chega depois da dor é diferente.
Ela não é vazia, não é euforia momentânea —
é uma alegria amadurecida, consciente, grata.
É a alegria de quem passou pela tempestade e aprendeu a dançar na chuva.

Depois da dor, a alegria!
Não como quem esquece o que sofreu,
mas como quem honra a cicatriz e escolheu continuar.

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publicado às 15:18

"O DIVÓRCIO NÃO É O FIM DO AMOR, É O COMEÇO DO AMOR PRÓPRIO."

Muitos de nós encaram o divórcio como um fracasso, como o encerramento doloroso de uma história que prometia ser eterna. Mas o que poucos percebem é que, para muitos, o divórcio é uma forma de renascimento. Porquê? Porque, depois de tanto nos perdermos tentando salvar algo que não existe mais, a pessoa, finalmente, tem consciência de que se encontra.

O divórcio não apaga o amor que houve - apenas reconhece que, apesar do sentimento que existiu, permanecer juntos, já não tem sentido. Amar o outro nunca deve significar esquecer-se de si mesmo. Quando o relacionamento deixa de ser um lugar de crescimento, respeito e paz, escolher sair pode ser o ato mais corajoso e inteligente que possamos fazer por nós.

Recomeçar não é fácil. Há dor, culpa, medo. Mas também há liberdade, espaço e possibilidades. Aos poucos, a dor vira força. A culpa vira consciência. O medo vira impulso. E neste processo, o amor-próprio floresce. Não como um substituto, mas como um novo alicerce.

O divórcio não é o fim do amor. É o momento em que paramos de nos anularmos, para cabermos numa relação. E em que começamos a nos abraçarmos por inteiro, com todas as nossas verdades. É o começo de uma relação mais profunda connosco mesmo. E então, talvez, um dia, com alguém que nos ame na mesma medida. Eu sou um bom exemplo!

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publicado às 12:58

"NÃO QUERO ESTAR NA VIDA DE NINGÉM POR OBRIGAÇÃO..."

Não quero estar na vida de ninguém por obrigação. Se eu tiver de explicar o meu valor, se tiver de convencer alguém a me amar, então esse, não é o meu lugar!” ( palavras de Meryl Streep)

Há uma grande diferença entre ser querido e ser tolerado. Entre estar presente por escolha e estar presente por conveniência. Quando dizemos “não quero estar na vida de ninguém por obrigação”, estamos a posicionar-nos com coragem, diante do que é essencial: o amor genuíno, o afeto verdadeiro e o reconhecimento mútuo.

Os relacionamentos - sejam de amizade, amor ou família - devem ser construídos com base no respeito, no desejo mútuo de estar junto, e não em cobranças ou deveres forçados. Quando precisamos explicar o nosso valor, ou convencer alguém a nos querer por perto, algo está errado. O amor, quando é verdadeiro, não precisa de justificativas. Ele, simplesmente, é.

Estar no lugar errado, onde não somos apreciados ou compreendidos, é uma forma silenciosa de nos abandonarmos. Não é orgulho, é dignidade, sair de onde não há reciprocidade. É um ato de amor-próprio, reconhecer que merecemos mais do que migalhas emocionais.

Portanto, que a nossa presença na vida dos outros seja escolha, e não obrigação. Que sejamos amados pela essência e não por esforço. E que, ao perceber que precisamos convencer alguém a nos amar, saibamos que esse não é o nosso lugar.

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publicado às 17:28

SE EU NÃO FOSSE EU...

Se eu não fosse eu, quem seria?
Um rosto perdido na multidão? Um sonho esquecido antes de acordar?
Talvez um outro nome, outro caminho, outro destino.
Talvez mais calmo, mais ousado, mais livre. Ou não.

Se eu não fosse eu, talvez não carregasse as mesmas cicatrizes,
mas também não teria as mesmas aprendizagens.
Talvez não tivesse chorado tanto...
Mas será que teria rido com a mesma intensidade?

Se eu não fosse eu, talvez tomasse decisões diferentes,
amasse outros amores, morasse em outras ruas.
Talvez tivesse evitado algumas dores,
mas teria sentido o mesmo sabor das conquistas?

Se eu não fosse eu, talvez minha voz dissesse outras verdades,
ou calasse aquelas que hoje ecoam no meu peito.
Talvez os meus medos fossem outros,
mas será que teria a mesma coragem de enfrentá-los?

Se eu não fosse eu…
Talvez não te escrevesse agora.
Talvez nem soubesse escrever.
Ou talvez estivesse a escrever algo ainda mais bonito — ou nem isso.

Mas... sou eu.
Com erros, quedas, acertos, dúvidas e esperanças.
E mesmo imaginando outras possibilidades,
é neste “eu” que escolho continuar.

Porque apesar de tudo...
Ser eu, com tudo o que carrego,
é o que me torna única.

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publicado às 16:20

O QUE É HOJE A FAMÍLIA?

A família, ao longo do tempo, passou por inúmeras transformações. Se antes era vista como uma estrutura rígida, composta tradicionalmente por pai, mãe e filhos, hoje ela assume diversas formas e configurações. A sociedade contemporânea reconhece que a família vai muito além dos laços sanguíneos ou dos modelos convencionais.

Atualmente, existem famílias formadas por casais homoafetivos, famílias monoparentais (com apenas um dos pais), famílias reconstituídas (com padrastos, madrastas e enteados), entre outras variações. O que realmente define uma família, hoje, é o vínculo de afeto, cuidado, respeito e convivência.

Com as mudanças culturais, sociais e tecnológicas, os papéis familiares também se modificaram. A mulher, por exemplo, conquistou espaço no mercado de trabalho e isso impactou diretamente a dinâmica familiar. Os homens, por sua vez, tendem a participar mais ativamente da criação dos filhos e das tarefas domésticas.

A comunicação digital também influenciou as relações familiares. Se, por um lado, ela aproxima parentes distantes, por outro pode causar distanciamento emocional dentro do próprio lar, se não for bem equilibrada.

Apesar das mudanças, a essência da família continua sendo a mesma: um núcleo de apoio, segurança emocional e construção de valores. A diversidade familiar deve ser vista com respeito, pois o mais importante não é o formato, mas o amor, a solidariedade e o cuidado entre os seus membros.

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publicado às 18:45

NAS MÃOS DE DEUS

Foi com pesar, que tomei conhecimento  da morte de Nuno Portas, pai dos meus dois filhos.
Apesar de há muitos anos termos seguido caminhos diferentes, compartilhamos uma parte importante da vida e, acima de tudo, a dádiva de sermos pais de pessoas incríveis.
Neste momento, meu coração está especialmente voltado para o filho que me resta e para os nossos netos, que enfrentam, agora, a dor de uma perda profunda.
Desejo que ele encontre paz, e que a memória do que foi bom siga viva no coração de quem o amou.

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publicado às 11:00

VIDA PRIVADA E LIBERDADES INDIVIDUAIS

Em princípio, a vida afetiva e pessoal é uma esfera protegida, inclusive por lei (em muitos países, como o Brasil, pela Constituição e pela Lei Geral de Proteção de Dados). Se dois adultos, mesmo casados com outras pessoas, se encontram num espaço público e são fotografados por um paparazzo, trata-se de um fato da vida pessoal, ainda que tenha consequências sociais. Se a empresa intervém diretamente num episódio desses sem que haja impacto profissional concreto, ela corre o risco de invadir a privacidade e sofrer críticas por autoritarismo ou gestão moralista.

No entanto, há situações específicas em que a empresa pode (ou deve) intervir. Se os envolvidos são figuras públicas da organização (por exemplo, CEO ou diretores de áreas estratégicas), o episódio pode gerar repercussão negativa direta na reputação institucional. Nesse caso, a empresa pode ver-se obrigada a posicionar-se, não sobre o relacionamento em si, mas sobre medidas de proteção da imagem corporativa, como afastamentos temporários, mudanças de posição ou esclarecimentos à imprensa.

Se, após o escândalo, surgem consequências internas como hostilidade, quebra de confiança da equipe, acusações de favoritismo, ou clima tóxico, a empresa tem o dever de agir para proteger o ambiente profissional, mesmo que não julgue o comportamento privado em si.

Se a empresa possuir um código de conduta ou política de relacionamentos internos que exige comunicação prévia, transparência ou impede relações entre superior e subordinado direto, então o não cumprimento dessas regras pode justificar uma ação disciplinar, não pela traição conjugal, mas pela violação das políticas organizacionais. A empresa deve adotar uma postura equilibrada:

  • Evitar juízo moral sobre questões pessoais;
  • Avaliar impacto real sobre o ambiente e a reputação da organização;
  • Resguardar a imagem institucional, se necessário;
  • Garantir confidencialidade, respeito e não exposição dos envolvidos;
  • Agir somente com base em critérios objetivos, como quebra de regras internas ou prejuízo à operação.

Assim, se o relacionamento entre os executivos casados vem à tona por meio da imprensa, a empresa não deve agir com base em moralismo, mas avaliar com critério profissional se houve quebra de normas, conflito de interesse ou dano institucional. Fora disso, a vida privada deve ser respeitada — mesmo quando exposta de forma indesejada ao público.

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publicado às 16:49

OS FALSOS MODESTOS

Quantas vezes, não os encontramos por aí, a enunciar uma qualquer destas frases. Já viram o ridículo? Fujam, porque é tempo perdido. E alguns até são inteligentes…

 

-"Nem sei por que me escolheram para liderar o projeto... deve ser porque confiam demasiado em mim."
-"Estava a tentar passar despercebido, mas acabei a ser o centro das atenções... outra vez."
-"Fico sempre com vergonha quando dizem que sou simpático... mas pronto, não vou contrariar."
-"A minha comida nunca fica igual à da receita... normalmente sai melhor."
-"Não percebo como é que ainda me pedem conselhos... deve ser porque costumo acertar."
-"Detesto quando me dizem que sou multifacetado… não posso fazer tudo bem, pois não?"
-"Fico sem jeito quando elogiam a minha voz ao telefone… eu só estava a pedir uma pizza."
-"Disseram que tenho uma energia contagiante… o que é estranho, porque estava mesmo cansado."
-"Às vezes acho que sou demasiado perfeccionista… deve ser por isso que tudo me corre tão bem."
-"É a sério que acham que sou engraçado? Eu só digo o que penso”.

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publicado às 17:47

Saudade que Persiste

A saudade mais funda não é a da ausência total.
É a daquela presença que continua — mas distante.
É o som da voz que ainda ecoa, mas não nos chama mais.
É o toque que a pele recorda, mas que já não alcança.

Há algo cruel em amar alguém que permanece, mas não mais connosco.
Não é luto. É uma espera sem relógio.
Não é partida. É uma permanência em silêncio.
O outro ainda respira, ainda sorri em algum lugar —
mas não aqui, onde os nossos olhos precisam.

A saudade que insiste quando o amor persiste é a mais teimosa.
Ela não se resolve com tempo, porque o tempo não a leva.
Ela não se alivia com adeus, porque não houve despedida.
Ela mora entre o que foi e o que poderia ser,
no espaço suspenso entre o toque e o vazio.

É duro saber que o coração do outro ainda bate,
mas não mais no compasso do nosso.
Que a vida segue - bela ou difícil - mas alheia à nossa falta.

E mesmo assim, mesmo doendo, a gente ama.
Ama no silêncio, no respeito, na distância.
Ama porque amar não depende da presença.
Ama porque, apesar de tudo, o amor ficou.
E com ele, a saudade.

Persistente.
Intensa.
Fiel.

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publicado às 18:40

Valorar a Alegria

Valorar a alegria é mais do que reconhecê-la quando ela se apresenta. É aprender a vê-la como algo precioso, essencial à nossa humanidade — e não como um luxo reservado aos dias bons.

Vivemos num mundo onde o sofrimento é constante e, por vezes, parece mais legítimo do que a felicidade. Falar de alegria pode soar ingénuo, até egoísta, diante de tantas dores, perdas e desigualdades. Mas é justamente por isso que ela importa. A alegria é resistência silenciosa. É força suave. É a lembrança de que, mesmo no meio da dureza da vida, ainda há espaço para o riso, para a beleza, para o encantamento.

Valorar a alegria é parar de tratá-la como um acidente ou uma exceção. É cultivar o olhar atento para os instantes simples: o cheiro do café pela manhã, a brisa no rosto, o abraço inesperado, uma música que toca fundo, uma conversa despretensiosa. É perceber que, mesmo em meio ao caos, o mundo ainda oferece momentos de luz — e que cabe a nós acolhê-los.

Muitas vezes buscamos a alegria em grandes conquistas, em metas alcançadas, em experiências intensas. Mas ela raramente se impõe com grandiosidade. A alegria, quase sempre, chega devagar, com humildade. Mora nos detalhes. Às vezes, está mais em como olhamos do que no que olhamos.

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publicado às 16:12

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